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Publicado em 31/07/2017 às 19:00 - Autor:

TURQUIA: Piloto condecorado por aterrar avião “às cegas” no meio de tempestade

piloto
 Piloto aterrou o avião com o vidro frontal partido e salvou 127 pessoas

A complicada aterragem de um avião que tinha sido danificado durante uma tempestade valeu uma condecoração a um piloto ucraniano. O vidro frontal do Airbus A320 da AtlasGlobal estava partido, depois de a aeronave ter sido atingida por granizo do tamanho de bolas de golfe, e o piloto teve de aterrar “às cegas” no aeroporto de Istambul, na Turquia, na passada quinta-feira.

O comandante Alexander Akopov, que trabalha para a companhia aérea turca AtlasGlobal, está a ser apelidado de herói pelo público e meios de comunicação e foi condecorado com a “Ordem da Coragem” ucraniana, segundo o Daily Mail.

Akopov salvou 121 passageiros e seis membros da tripulação ao aterrar o Airbus A320 em segurança. O nariz do avião e o vidro foram danificados pela forte tempestade que se abateu sobre Istambul 10 minutos após a aeronave ter levantado voo com destino a Erkan, no Chipre.

Vídeos publicados na internet mostram os passageiros assustados, a rezar e a chorar e o avião a debater-se com os fortes ventos durante a aterragem.

O capitão Akopov disse que, após a aterragem complicada, celebrou com a tripulação como se fosse um “segundo aniversário”.

“O nosso localizador não mostrou este desastre meteorológico, foi por isso que isto aconteceu”, disse o comandante, citado pelo Daily Mail. “Foi difícil mas o mais importante é que as pessoas estão vivas”, continuou.

Quando o avião aterrou toda a gente bateu palmas e os pilotos dos outros aviões acenderam as luzes como cumprimento e foram apertar a mão ao capitão Akopov.

Dezasseis aviões com destino ao aeroporto de Ataturk foram desviados para outros locais por causa desta tempestade.

As fortes chuvas e granizo provocaram 10 feridos e vários danos na cidade de Istambul. Mais de 200 árvores foram arrancadas, dezenas de casas e carros ficaram danificados e submersos e ocorreram vários incêndios.

Fonte: http://www.dn.pt

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