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Publicado em 20/06/2017 às 8:07 - Autor:

SUMARÉ: CEI ouve ex-prefeita de Sumaré sobre suspeita de fraude em contratos e recebimento de propina

cristinacarrara

À comissão da Câmara, Cristina Carrara (PSDB) explicou processo de licitação e negou favorecimento à Odebrecht Ambiental. Investigação começou após delação na Lava Jato.

Ex-prefeita de Sumaré Cristina Carrara presta depoimento sobre acusação de receber propina

Ex-prefeita de Sumaré Cristina Carrara presta depoimento sobre acusação de receber propina

A Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Câmara de Vereadores de Sumaré (SP), que investiga suposta fraude no contrato feito entre a Odebrecht Ambiental e a Prefeitura para serviços de água e saneamento no município, ouviu, nesta segunda-feira (19), o depoimento da ex-prefeita de Sumaré (SP), Cristina Carrara (PSDB). Ela também é suspeita de receber propina durante a campanha eleitoral de 2012. A investigação do grupo começou após a delação do ex-executivo da companhia, Guilherme Pamplona Paschoal, durante a Operação Lava Jato.

À comissão, Cristina explicou como feita a licitação para a concessão do contrato da Odebrecht Ambiental para serviços de água e esgoto em Sumaré e negou as irregularidades, além do favorecimento à empresa. Ela respondeu 286 perguntas do presidente do grupo, William Souza (PT), e dos outros quatro integrantes. O depoimento começou às 10h e terminou por volta de 13h20.

A oitiva da ex-prefeita é a 12ª feita pela comissão. De acordo com o Legislativo, pelo menos outras três pessoas devem ser ouvidas, entre elas o diretor e o gerente da BRK Ambiental, empresa que comprou a Odebrecht, além do ex-diretor da concessionária, Márcio Tanajura. Na última sexta-feira (16), a EPTV, afiliada da TV Globo, teve acesso à integra do depoimento de Pamplona Paschoal à comissão, onde ele detalha o pagamento de caixa 2.

De acordo com Paschoal, a ex-prefeita recebeu vantagens indevidas no valor de R$ 600 mil durante o período eleitoral de 2012. Além disso, o ex-executivo mencionou ter repassado outros R$ 300 mil para o ex-deputado estadual Francisco de Assis Pereira, o Professor Tito (PT), em 2014. O dinheiro, segundo o ex-executivo, era entregue em endereços de flats e hotéis em São Paulo. Para receber, os beneficiários tinham de dizer uma senha.

O conteúdo do depoimento do ex-executivo também foi mencionado na delação dele à Operação Lava Jato. À época da delação, a ex-prefeita de Sumaré, Cristina Carrara, afirmou ao G1 que aguarda com tranquilidade o resultado das investigações e afirma que é inocente. Já o professor Tito garantiu que não recebeu dinheiro nenhum e que todas as contas dele, desde candidato a Prefeitura a candidatura a deputado, foram e estão aprovadas.

Fonte: G1

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