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Publicado em 29/11/2017 às 18:37 - Autor:

SOROCABA: Polícia Civil investiga desaparecimento de autônoma em Sorocaba

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Por Ana Beatriz Serafim e Natália de Oliveira, G1 Sorocaba e Jundiaí

Solange Maria da Silva foi vista pela última vez em um forró com o marido na Zona Norte da cidade. Ele é investigado, já que que apresenta versões contraditórias sobre a última vez que esteve com a companheira.

Solange Maria da Silva está desaparecida desde a madrugada de segunda-feira (27) (Foto: Gabriela Regina/Arquivo Pessoal)

A Polícia Civil de Sorocaba (SP), por meio da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), investiga o desaparecimento da autônoma Solange Maria da Silva, de 38 anos. Ela teria sido vista pela última vez na madrugada de segunda-feira (27) quando foi a um forró com o marido.

Segundo a versão dele à polícia, o casal estava no estabelecimento na zona norte da cidade com outros amigos. Eles teriam tomado bebida alcoólica e um determinado momento o homem teria tomado um drink que chamou de “veneninho”, que o teria deixado drogado.

Por isso, ele disse à polícia que não se recorda muito bem do que aconteceu na hora de ir embora. Mesmo assim, contou que quando sairam do forró chovia muito forte e o carro em que estavam acabou sendo levado por uma correnteza.

O homem disse ainda que conseguiu sair do veículo, mas Solange teria ficado presa no cinto de segurança e o carro acabou caindo em um córrego com ela dentro.

Depois, ele contou à polícia que pegou um ônibus e foi direto para o trabalho, onde chegou por volta das 7h de segunda-feira e contou a história para o chefe, que correu pedir socorro.

Porém para a família de Solange – com quem era casado há sete anos e tinha um filho – o homem contou uma história diferente. Em entrevista ao G1, uma das filhas da vítima – que é de outro casamento -, Gabriela Regina da Silva contou que o padrasto dormiu ao volante.

“Ele me contou que tudo aconteceu durante a madrugada, que estava drogado, bêbado e dormiu no volante. Disse que quando acordou, o carro estava caindo no córrego. Ele conseguiu abrir a porta e sair, mas a minha mãe não”.

No entanto, Gabriela conta ainda que depois o padrasto chegou a mudar totalmente a versão da história contada para eles. Nesta ele não se lembrava mais se o carro teria ou não caído em um córrego.

“Primeiro, ele contou a história de que havia caído no córrego, mas depois disse que a última lembrança era em um bar durante a madrugada e que perdeu a consciência por causa de uma bebida. Algumas pessoas me disseram que a minha mãe estava lá e que estava bem, mas ela desapareceu e o carro também.”

Ainda segundo Gabriela, toda a família está aflita com o desaparecimento, já que Solange não tinha envolvimento com drogas, trabalha como autônoma na limpeza de piscinas e mora no bairro Brigadeiro Tobias.

“No começo a relação deles era boa, mas começaram a brigar muito por causa do problema do meu padrasto com drogas. Queremos saber o que aconteceu, porque um carro não desaparece do nada”, diz aflita.

“Versão ruim”

Para o delegado responsável pela investigação do caso e titular da DIG, Dr. Acácio Leites, se o veículo tivesse caído no córrego, já teria sido localizado, o que faz com que a versão passada pelo suspeito seja questionada.

“Choveu muito em Sorocaba desde domingo, mas a água baixou e nada foi encontrado nem pela polícia e nem pelos bombeiros. O carro ainda não foi localizado, já demos queixa e nada. A gente tem todo o percurso que ele fez, falamos com a família, mas ele não lembra de nada. Além disso, não temos a informação de um corpo no IML por afogamento”, explica Acácio Leite.

Apesar das contradições da história contado pelo marido de Solange e dele ter sido apontado como investigado no boletim de ocorrência, o delegado afirma que a prisão dele só poderá ser decretada com base em provas materiais.

Além disso, a versão apresentada por ele, apesar de confusa, não é de toda mentirosa, já que Sorocaba teve registro de chuvas intensas nos últimos dias.

“Não há material e elemento suficiente para tratar o caso como homicídio e por isso estamos tratando como desaparecimento. Mas ele é investigado, por isso vamos manter ele na delegacia para continuar prestando esclarecimentos. Inclusive ele vai refazer todo o trajeto do dia do desaparecimento com uma equipe ainda hoje”, finaliza.

Dr. Acácio Leite, titular da DIG de Sorocaba, investiga o desaparecimento da autônoma (Foto: Natália de Oliveira/Divulgação) Dr. Acácio Leite, titular da DIG de Sorocaba, investiga o desaparecimento da autônoma (Foto: Natália de Oliveira/Divulgação)

Dr. Acácio Leite, titular da DIG de Sorocaba, investiga o desaparecimento da autônoma (Foto: Natália de Oliveira/Divulgação)

Fonte: g1.globo.com/sp/sorocaba-jundiai

 

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