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Publicado em 24/05/2017 às 13:24 - Autor:

SEM TEMER: Partidos nanicos e médios querem Maia como nome para eventual eleição indireta

ADRO967  BSB -  27/04/2017 - RODRIGO MAIA / ENTREVISTA (EXCLUSIVA ESPECIAL) -  POLITICA  -  Presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia  da entrevista exclusiva ao Estadão na residência oficvial da Presídencia da CÇâmara dos deputados na QL 12 do Lago Sul, em Brasilia. 
FOTO: ANDRE DUSEK/ESTADAO

Aliados do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), começaram uma campanha em defesa do nome do parlamentar fluminense como candidato a presidente da República em uma eventual eleição indireta, caso o presidente Michel Temer renuncie, seja cassado ou sofra impeachment. A candidatura dele já é defendida publicamente por líderes de partidos médios e nanicos e, nos bastidores, por lideranças de grandes partidos da base aliada e pela oposição.

O nome de Maia como candidato a presidente começou a ser defendido por aliados dele desde que as primeiras notícias sobre a delação de executivos do grupo JBS começaram a ser divulgadas, na última quarta-feira, 17, incriminando o presidente Michel Temer. Em jantar naquele dia na casa do líder do PT do B, Luis Tibé (MG), por exemplo, deputados de partidos da base, como PP, defenderam abertamente a candidatura.

“O momento ainda é de muita incerteza, mas o Rodrigo seria um bom candidato. Tudo que ele promete ele cumpre”, afirmou Tibé ao Broadcast/Estado. Líder do PEN, outro partido nanico como o PTB, o deputado Junior Marreca (MA) também defende a candidatura. “Defendo o Rodrigo como candidato. Ele tem conduzido a Câmara com tranquilidade e é a opção mais viável que existe hoje. Não tem outro nome”, afirmou.

Uma eventual candidatura de Maia, que é alvo da Lava Jato, tem apoio público até de deputados que já fizeram oposição ao parlamentar fluminense. “Se por acaso o presidente sair, acho que ele é uma boa alternativa. Ele tem condições de ser eleito”, afirmou o deputado Paulo Pereira da Silva (SP), presidente do Solidariedade. Paulinho da Força, como é conhecido, era um dos líderes do antigo “Centrão”, grupo de siglas médias que disputava espaço na base com o grupo de Maia.

Favorecido. Defensores de Maia elencam pelo menos três fatores que favorecem a candidatura dele a presidente da República. O primeiro é a boa relação com a oposição, que o apoiou nas duas eleições para presidência da Câmara. Publicamente, opositores falam que o foco deles será a defesa de eleições diretas. Em reservado, porém, parlamentares do PT e do PCdoB já admitem que poderão apoiá-lo, desde que se comprometa a fazer reformas “mais brandas” do que as propostas por Temer.

Outro fator seria o apoio de Maia dentro da própria base aliada. Aliados lembram que o parlamentar fluminense foi reeleito em fevereiro deste ano no primeiro turno da disputa pela Presidência da Câmara por 293 votos, pouco menos do que os 298 votos que um candidato a presidente da República precisa para ser eleito de forma indireta por deputados e senadores. “Ele cumpre o que ele promete”, diz um líder da base.

 

Fonte:Redação e Agência Estado

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