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Publicado em 01/11/2017 às 9:53 - Autor:

POLÍCIA: DP que investiga chacina não tem delegado titular fixo

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Por

Leandro Las Casas

A chacina que terminou com seis mortos em Campinas será investigada pelo 12º DP, sediado em Sousas e que não possui um delegado titular fixo no momento. Quatro pessoas foram assassinadas em uma rua do distrito e o temor é de que a falta de um responsável atrapalhe a elucidação de outros crimes na cidade.

Atualmente, quem responde provisoriamente pelos casos naquela região é o delegado do Setor de Homicídios, Rui Pegolo, que acumula as duas funções. Mesmo elogiando o delegado e ponderando a repercussão do caso, o presidente do Sindicato dos Policiais Civis, Aparecido Lima, vê chance de sobrecarga.

Ainda de acordo com o presidente da entidade, como a falta de delegados é antiga, falta vontade política ao governo para resolver o problema efetivamente. A situação não acontece somente em Sousas, mas também em outros municípios da RMC e do estado. O Governo Paulista alega falta de dinheiro.

O especialista em Segurança Pública e delegado aposentado, Ruyrillo Magalhães, acredita que a falta de estrutura prejudique a apuração dos casos. Além de registrar as primeiras mortes da chacina, Sousas teve assaltos recentes a agências bancárias e ainda o sequestro de um casal de empresários.

Em nota, a Polícia Civil de Campinas confirmou que o delegado Rui Pegollo assumiu a titularidade do 12º DP após a aposentadoria do antigo titular. O comunicado informa que Pegolo foi substituído apenas em setembro deste ano, para cumprimento de férias de 15 dias, e informa sobre outros quadros.

Sobre o déficit, diz que o Deinter 2 recebeu 481 policiais e técnicos desde 2011 e prevê a nomeação de mais 1.241, entre eles delegados, até o final deste ano. Por fim, alega que em setembro foram distribuídos para todo o Estado mais 588 policiais civis que se formaram na Academia e que outros 143 estão em curso.

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