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Publicado em 27/07/2017 às 12:16 - Autor:

PAULÍNIA: Procuradoria da Câmara acata denúncia que pede a cassação do prefeito de Paulínia

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Parecer jurídico favorável ao pedido que aponta improbidade administrativa e crime de responsabilidade foi dado nesta quarta-feira (26); documento será votado na volta do recesso do Legislativo, no dia 1º.

Por Fernando Evans, G1 Campinas e região

Dixon Carvalho é o atual prefeito de Paulínia (Foto: André Montejano)

A procuradoria da Câmara Municipal de Paulínia (SP) deu, nesta quarta-feira (26), parecer favorável ao pedido para abertura de Comissão Processante (CP) contra o prefeito Dixon Carvalho (PP) por denúncias de improbidade administrativa e crime de responsabilidade. O processo que pode culminar com a cassação do chefe do Executivo será votado com o fim do recesso do Legislativo, na próxima terça-feira, dia 1º de agosto.

O denúncia de um eleitor havia sido protocolada em 12 de julho e estava sob análise da Procuradoria Jurídica para verificar a admissibilidade do pedido. Para que seja instaurada a CP é preciso maioria simples dos votos (8) na sessão do dia 1º; sem o número suficiente, o caso é arquivado.

Caso a abertura da CP seja aprovada na sessão, serão escolhidos, via sorteio, três vereadores para integrar a comissão, que terá um prazo de 90 dias para apresentar o relatório final. O prefeito permenece no cargo enquanto a CP estiver em andamento. O denunciante havia solicitado o afastamento de Dixon no período, pedido que foi negado pela procuradoria.

Evolução patrimonial

Entre as questões levantadas pela denúncia está a evolução patrimonial de Dixon Carvalho. No registro da candidatura das Eleições 2016, o atual prefeito detalhou bens no valor de R$ 591.519,34. Já no ato da posse, em 1º de janeiro deste ano, entregou à Câmara Municipal uma declaração de bens superior a R$ 5,1 milhões.

A denúncia cita ainda que Dixon doou à campanha do ano passado mais do que todo seu patrimônio declarado. Há também a permuta, por R$ 1,5 milhão, de um apartamento em Campinas (SP), que é declarado desde 2008 com o valor de R$ 80 mil – o acordo foi feito com uma construtora de Paulínia.

Fonte: http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao

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