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Publicado em 05/12/2017 às 7:26 - Autor:

MUNDO: Rebeldes houthis matam ex-presidente do Iêmen acusado de traição

Ex-presidente Ali Abdullah Saleh faz discurso em Sanaa
 24/8/2017   REUTERS/Khaled Abdullah

Sanaa – Rebeldes iemenitas mataram hoje o ex-presidente Ali Abdullah Saleh, que já foi aliado dos dissidentes, após dias de conflitos pelo controle da capital, Sanaa.

A morte de Saleh acaba com a aliança que ajudou os rebeldes houthis, aliados do Irã, a tomarem o poder em 2014, e dá apoio ao governo internacionalmente reconhecido do Iêmen e à coalizão apoiada pela Arábia Saudita na guerra.

Mas com as forças de Saleh em desarranjo, não ficou imediatamente claro se a coalizão saudita que luta contra os houthis será capaz de tirar proveito dos últimos acontecimentos.

Saleh governou o Iêmen por mais de trinta anos, até que a Primavera Árabe forçou sua renúncia, em 2012. Depois disso, ele se aliou aos houthis, na esperança de retornar ao poder. Isso ajudou o Iêmen a mergulhar numa guerra civil.

A morte do ex-presidente foi anunciada pelos houthis e confirmada por dois de seus sócios, além de uma autoridade do governo do Iêmen. As circunstâncias exatas de sua morte não estão claras: os houthis dizem que seus combatentes o assassinaram enquanto ele tentava fugir da capital para a sua cidade natal, Sanhan.

O líder dos houthis afirmou que Saleh pagou o preço por sua “traição”, acusando-o de acabar com sua aliança para ficar do lado dos sauditas.

Imagens do corpo ensanguentado de Saleh com uma ferida exposta na cabeça circularam pela internet. O ex-presidente morto estava envolto por um cobertor, e aparecia sendo carregados por houthis que cantavam “Deus é grande”, antes de jogar o corpo em uma caminhonete.

Os houthis e as forças leais a Saleh têm lutado em Sanaa desde o final da semana passada. Em resposta, a coalizão liderada pelos sauditas passou a apoiar Saleh, atingindo posições houthis com ataques aéreos, na esperança de que a aliança com o ex-presidente pudesse fornecer uma posição na capital para as forças do presidente Abed Rabbo Mansour Hadi.

Fonte: Estadão

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