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Publicado em 07/08/2017 às 8:01 - Autor:

MUNDO: Modelo conta como foi raptada para ser vendida como escrava sexual na Internet

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A modelo britânica que foi raptada por um polaco que a queria vender na Internet como escrava sexual contou o que passou, após ser resgatada, em Itália.

A modelo, de 20 anos, entretanto identificada como Chloe Ayling, apresentou-se, no dia 11 de julho, para uma sessão de fotos perto da estação central de Milão. Caiu na armadilha e foi raptada.

“Um homem de luvas pretas atacou-me por trás, pôs uma mão no meu pescoço e outra na boca, enquanto uma segunda pessoa, usando um passa-montanhas, me injetou algo no braço”, contou à polícia, segundo revela o depoimento a que o jornal italiano “Corriere della Sera” teve acesso.

Chloe Ayling foi injetada com “cetamina” (droga utilizada para induzir e manter uma anestesia) e transportada pelo raptor, um polaco identificado como Lukasz Pawel Herba, na bagageira de um carro.

“Perdi a consciência. Quando acordei, percebi que estava na bagageira de um carro, com os pulsos e tornozelos amarrados e a boca tapada. Estava dentro de uma mala, apenas com um pequeno buraco que me permitia respirar”, contou Chloe Ayling.

A jovem, de 20 anos, foi levada até uma casa de campo situada na localidade de Borgial, na região de Piamonte, noroeste de Itália. Na casa, alugada com documentos falsos, a vítima foi algemada a uma cómoda e permaneceu presa num quarto durante seis dias. “Fui forçada a dormir no chão, num saco-cama”, contou.

Depois, Lukasz Pawel Herba, que tinha um cúmplice não identificado, terá tentado vender a rapariga num leilão na internet como escrava sexual.

No dia 17 de julho, a mulher foi libertada, junto ao consulado britânico de Milão, após os sequestradores terem descoberto que Chloe Ayling tem um filho, de dois anos.

Lukasz Pawel explicou que o rapto de mães com filhos menores é proibido pela organização à qual diz pertencer. Os investigadores concluíram que é membro do “Black Death Group”, uma organização que atua na chamada “dark web”, mas cuja existência não está confirmada pelas autoridades europeias.

Antes de libertar a modelo, o polaco ameaçou a mulher de morte, caso fosse denunciado, e obrigou-a a assinar um contrato que impunha um pagamento de 30 mil euros até ao final do mês. A modelo, porém, pediu ajuda e Herba, que preparou o crime durante vários meses, foi detido nesse mesmo dia.

Fonte: jn.pt/mundo

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