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Publicado em 11/09/2017 às 8:55 - Autor:

MUNDO: Furacão Irma perde força e volta à categoria 1 antes de chegar a Tampa, na Flórida

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O furacão Irma se aproxima de Tampa, na Flórida, mas perde força e caiu para a categoria 1, informou nesta segunda-feira (11) o Centro Nacional de Furacões (NHC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos. A tormenta matou 4 até agora no EUA.

O NHC prevê que Irma vai continuar avançando pelo oeste da península da Flórida nesta segunda, e, depois, se desviará para o sudeste do país. É possível que diminua de intensidade, para uma tempestade tropical no extremo norte da Flórida ou no sul da Geórgia.

Irma, que chegou a ser um furacão de categoria 5, a mais alta da escala Saffir-Simpson, foi reduzido no domingo (10) à categoria 3, com ventos de 195 km/h, e às 18 horas (horário de Brasília) para a categoria 2. A previsão do NHC é que ele se torne uma depressão tropical (ciclone com velocidade máxima do vento de 62 km/h) na terça (12) à tarde, segundo a Reuters.

Aeroporto

O Aeroporto Internacional de Miami (MIA), o mais importante da Flórida e principal porta de saída de voos nos EUA rumo à América Latina, vai permanecer fechado nesta segunda devido aos danos causados pelo furacão, informou seu diretor, Emilio T. González. O complexo acolheu mais de 600 pessoas que não encontraram quartos de hotel. Espera-se que o aeroporto retome a atividade, com voos limitados, amanhã.

Furacão Irma causa enchentes na Flórida (Foto: Susan Stocker/South Florida Sun-Sentinel via AP) Furacão Irma causa enchentes na Flórida (Foto: Susan Stocker/South Florida Sun-Sentinel via AP)

Furacão Irma causa enchentes na Flórida (Foto: Susan Stocker/South Florida Sun-Sentinel via AP)

Mais cedo, o Serviço Meteorológico Nacional fez um apelo às pessoas que não tinham seguido os alertas de evacuação para que procurassem refúgio.

Energia

Mais de 5,8 milhões de pessoas ficaram sem luz na Florida por causa do furacão, segundo a CNN. Ao todo, 6,3 milhões de pessoas – cerca de 1/3 da população do estado da Flórida – foram orientadas a evacuar, criando engarrafamentos em estradas e superlotação em abrigos.

Outros mortos

Pessoas atravessam ruas inundadas em Havana após a passagem do furacão Irma, em Cuba (Foto: Ramon Espinosa/AP) Pessoas atravessam ruas inundadas em Havana após a passagem do furacão Irma, em Cuba (Foto: Ramon Espinosa/AP)

Pessoas atravessam ruas inundadas em Havana após a passagem do furacão Irma, em Cuba (Foto: Ramon Espinosa/AP)

O furacão Irma deixou outros 28 mortos nas ilhas do Caribe, com registros nas partes francesa e holandesa de Saint Martin, nas Ilhas Virgens americanas, nas Ilhas Virgens britânicas e no arquipélago de Anguilla, em Porto Rico e em Barbuda.

Em Saint Martin e Saint Bartolomeu, as equipes de emergência trabalham contra o tempo para ajudar os traumatizados habitantes antes da chegada de outro poderoso furacão, de categoria 4, José, que também deve atingir a região.

Neste domingo, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou que irá visitar os territórios franceses no Caribe que foram atingidos pelo furacão na terça (12). “Estarei na terça em Saint Martin e São Bartolomeu ao lado de nossos compatriotas afetados e de nossos serviços mobilizados”, escreveu em uma mensagem no Twitter.

Um terceiro furacão atingiu o oeste do Golfo do México. Katia tocou a terra na sexta (8) à noite no estado mexicano de Veracruz, mas foi rebaixado a tempestade tropical, um pequeno alívio para o país, que sofreu um terremoto na noite de quinta (7), que deixou ao menos 90 mortos, a maioria na região de Oaxaca.

Antes mesmo de chegar à Flórida, o furacão já havia estendido seus braços, com ventos e chuvas fortes, além de tornados e alertas de tornados em Fort Lauderdale, Coral Springs, Pompano Beach, Sunrise, Palm Beach e Hendry.

Em Cuba, a destruição ao longo da costa norte central foi semelhante à sofrida por outras ilhas do Caribe durante a semana.

É a primeira vez que o olho de uma tempestade de categoria 5 atinge a terra em Cuba desde 1932, segundo os meios de comunicação estatais. O governo ordenou a evacuação de mais de 1 milhão de pessoas.

 (Foto: Editoria de Arte / G1)  (Foto: Editoria de Arte / G1)

(Foto: Editoria de Arte / G1)

 (Foto: Editoria de Arte / G1)  (Foto: Editoria de Arte / G1)

(Foto: Editoria de Arte / G1)

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