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Publicado em 05/04/2017 às 10:23 - Autor:

MERCADO IMOBILIÁRIO : Setor imobiliário vê início de recuperação

SAO PAULO - SP / 04.04.2017/ SUMMIT IMOBILIARIO 2017 / ECONOMIA
Geraldo Alckmin, governador do estado de Sao Paulo discursa durante o Summit Imobiliario 2017, evento organizado pelo Estadao. FOTO AMANDA PEROBELLI/ESTADAO

Para empresários e entidades, ano será deve marcar retomada do mercado de imóveis e sinais positivos da economia sustentam otimismo

Evento foi aberto pelo governador Geraldo Alckmin, e contou com a presença do prefeito João Doria

Occhi também lembrou que os financiamentos concedidos pelo banco para a compra e a construção de imóveis no primeiro bimestre deste ano são maiores do que no mesmo período de 2016, reforçando as expectativas de que o mercado imobiliário voltará a crescer em 2017. “As perspectivas positivas são ancoradas em medidas aprovadas recentemente pelo governo, como o limite dos gastos públicos e a terceirização.”

Em janeiro e fevereiro, o banco liberou R$ 14 bilhões de financiamento imobiliário. Para todo o ano, a Caixa tem um orçamento de R$ 84 bilhões em empréstimos nessa área, montante um pouco acima de 2016, quando atingiu R$ 81 bilhões.

“Os investidores já olham o Brasil de outra forma neste ano. A gente sabe da necessidade de ajustes econômicos e de outras questões específicas que podem ajudar na recuperação do setor, como a calibragem do Plano Diretor de São Paulo, por exemplo, mas estamos no caminho”, disse o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

O presidente do conselho de administração da MRV Engenharia, Rubens Menin, disse acreditar que o mercado mostrará uma retomada gradual no curto a médio prazos, sustentada pela demanda consistente por imóveis, pela oferta de financiamento e pela continuidade do Minha Casa, Minha Vida.

Neste ano, o Ministério das Cidades ampliou as metas de contratação do programa ante 2016 e expandiu as faixas de renda e os valores dos imóveis enquadrados. Menin observou que ele é superavitário nas faixas 2 e 3, de maior renda.

“Os anos de 2015 e 2016 não foram bons para o setor, mas sou mais otimista do que a média. A retomada vai vir mais cedo do que muitos imaginam”, disse Menin. Diante das boas perspectivas, ele considera a possibilidade de o setor voltar a gerar empregos neste ano.

Ele observou que o Brasil ainda conserva um crescimento demográfico significativo, o que implicará necessidade de produção de 35 milhões de moradias ao longo dos próximos 20 anos para as famílias que continuam se formando. “Isso faz do Brasil o quarto maior mercado de habitação do mundo, em termos de demanda.”

Ressalvas. Os empresários admitiram, no entanto, que o desemprego elevado ainda preocupa e tem deixado o consumidor mais inseguro na hora de se comprometer com gastos significativos, como a compra do imóvel. O número de desempregados alcançou o patamar recorde de 13,547 milhões de pessoas no trimestre encerrado em fevereiro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE.

O ano também não começou bem para o setor. A venda de unidades residenciais novas na cidade de São Paulo registrou queda de 34,5% em janeiro, em relação ao mesmo mês de 2016, segundo pesquisa divulgada pelo Secovi. “A crise é grave, mas não apagou o déficit habitacional do País. A dificuldade de venda existe, mas vai acabar logo”, disse o presidente da entidade.

“Há propriedades com vacância no pico, isso acontece com galpões, unidades comerciais e shoppings. Mas o mercado não tem precificado a crise política, o investidor acredita na retomada”, disse Bruno Laskowsky, diretor da CSHG Real Estate.

“Sou mais otimista do que a média. A retomada vai vir mais cedo do que muitos imaginam.”

Rubens Menin

PRESIDENTE DO CONSELHO DA MRV

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