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Publicado em 18/05/2017 às 10:13 - Autor:

Lava Jato: Polícia Federal faz buscas no Congresso e no apartamento de Aécio Neves

RJ - OPERAÇÃO LAVA JATO/APARTAMENTO AÉCIO NEVES - GERAL - Apartamento do senador Aécio Neves é alvo de busca e apreensão durante operação da força-tarefa da Lava Jato, em Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ), na manhã desta quinta-feira (18). A operação teria tido início após a delação do dono do frigorífico JBS, Joesley Batista, que entregou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma gravação do senador Aécio Neves pedindo a ele R$ 2 milhões. 18/05/2017 - Foto: ALESSANDRO BUZAS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Polícia Federal na frente do prédio onde o senador Aécio Neves tem apartamento em Ipanema, no Rio de Janeiro (RJ)ALESSANDRO BUZAS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Aécio Neves é alvo da Lava Jato nesta quinta-feira (18)Geraldo Magela/22.02.2017/Agência Senado

A Polícia Federal está nas ruas na manhã desta às 6h desta quinta-feira (18) realizando uma nova etapa da Operação Lava Jato. São cumpridos mais de 40 mandados de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em Minas Gerais e em Brasília. Entre os principais alvos está o senador Aécio Neves (PSDB (MG).

A ação foi autorizada pelo ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato no STF (Supremo tribunal Federal). Os policiais estão no apartamento de Aécio na Avenida Vieira Souto, em Ipanema, no Rio. As buscas também acontecem na residência da irmã do senador, Andrea Neves.

Ainda ocorrem busca em um endereço de Altair Alves Pinto, aliado de Eduardo Cunha, localizada na Tijuca, também no Rio, e no Congresso Nacional, em Brasília.

A Coluna do Estadão, do jornal O Estado de S. Paulo, apurou que a Polícia Federal cumpre mandado de busca e apreensão nos gabinetes de Aécio e Zezé Perrella no Senado.

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Também foram vistos policiais em um condomínio na Rua Samuel Pereira, no bairro Anchieta, em Belo Horizonte, onde o senador mineiro tem um imóvel.

A operação teria começado após a delação de Joesley Batista, dono da JBS, que gravou Aécio Neves pedindo a ele R$ 2 milhões para pagar a própria defesa na Lava Jato.  O valor teria sido entregue a um primo do senador, em espécie, que teria levado as notas para uma empresa do senador Zezé Perrella (PMDB-MG).

O empresário também gravou o presidente Michel Temer dando aval para a compra do silêncio do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Ele disse à Procuradoria-Geral da República (PGR) que fazia pagamentos para evitar que o ex-deputado falasse o que sabe a investigadores.

A revelação foi feita pelo colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo.

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