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Publicado em 17/04/2017 às 7:51 - Autor:

CAMPINAS : Ponte Preta passou por cima do Palmeiras, na atitude e na bola

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O próprio técnico do Palmeiras, Eduardo Baptista, admitiu a passividade da equipe na entrevista após a derrota por 3 a 0 para a Ponte Preta, pela semifinal do Campeonato Paulista. Entrar em campo um pouco desligado depois de um jogo tão exigente física e mentalmente quanto o do Peñarol, na última quarta-feira, não deveria ser encorajado, mas é compreensível. Mas, uma vez atrás do placar, não houve melhora notável de atitude. E na bola, mesmo com os principais jogadores em campo, o atual campeão brasileiro também não foi páreo para a Macaca.

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A Ponte Preta merece muito mérito pela vitória. Não é problema dela que o Palmeiras tenha entrado em campo com a cabeça na lua. Antes dos 50 segundos, Fernando Prass precisou fazer duas defesas difíceis. No segundo rebote, Jeferson bateu cruzado, e William Pottker desviou para o gol. Não apareceu palmeirense para pressionar nenhuma das três finalizações, muito menos para supervisionar o jogador mais perigoso do time adversário, que estava livre, dentro da pequena área.

Cenário perfeito para a equipe campineira, que conseguiu um gol rapidinho e poderia atuar da maneira que mais gosta, reagindo e contra-atacando. A oportunidade para ampliar não demorou quase nada para aparecer. A jogada surgiu de um lançamento lateral. Zé Roberto perdeu a dividida no meio-campo e a bola chegou a William Pottker, que lançou Lucca. Um toque na saída de Prass foi suficiente para fazer 2 a 0.

Zé Roberto estava na marcação do segundo chute do primeiro gol da Ponte Preta. Estava meio perdido, correndo para lá e para cá, no segundo gol da Ponte Preta. E no terceiro gol, simplesmente escorregou, permitindo que Jeferson marcasse. Tem menos ou mais culpa em cada um deles, mas não são lances isolados. Desde o ano passado, demonstra limitações tanto na marcação quanto no apoio ofensivo. Chega atrasado na cobertura, como alguns minutos depois, quando Pottker avançou pelo seu setor e ele acompanhou de longe, pelo meio, e não vai à linha de fundo. O Palmeiras precisa encontrar uma alternativa para a posição.

O terceiro gol saiu aos 33 minutos, quando o Palmeiras já tinha tido tempo de perceber que disputava uma semifinal de campeonato contra um ótimo time, mas o melhor que saiu dos seus pés foi uma cabeçada de Borja, para fora, em um passe de Guerra, pela direita. Felipe Melo falou no intervalo que o time não havia entrado em campo acordado, o que deveria acontecer no segundo tempo. Eduardo Baptista voltou com Michel Bastos no lugar de Guerra. Aos 12, Alecsandro no lugar de Borja.

E a Ponte Preta estava confortabilíssima. Fernando Bob destruía tudo no meio-campo, Lucca, Pottker e Clayson voavam nos contra-ataques, e o Palmeiras não conseguia jogar. O técnico mudou peças, mas manteve a mesma estrutura tática, no 4-1-4-1, e a mesma estratégia de rodar a bola em busca de espaços, quando a exigência era por um jogo mais acelerado, principalmente porque a primeira opção claramente não estava funcionando, sequer para assustar e acuar o adversário, muito menos para ameaçar o goleiro Aranha. A melhor chance saiu aos 38 minutos, em um chute de fora da área de Michel Bastos.

E poderia ter sido pior para o Palmeiras. Fernando Prass cometeu um pênalti em Pottker, pouco depois da finalização de Bastos, que não foi marcado pelo árbitro. Mas o placar de 3 a 0 já é mais do que suficiente para a Ponte Preta fazer o jogo dela no Allianz Parque, onde tem conseguido bons resultados. O Verdão, por sua vez, precisa de uma mudança drástica de postura e de bola para ter alguma chance. Porque, nesses dois quesitos, levou um baile da Ponte Preta neste domingo.

Fonte : http://trivela.uol.com.br

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